
Acordei cedo, ainda de ressaca da sexta-feira para ir ver o Red Bull Air Race. Carro cheio, crente que estava bancando a esperta tinha pensado em deixar o carro no centro e de lá pegar um táxi para ir até Botafogo, onde era o evento.
Esqueci que no Rio todo mundo é malandro. E malandro que é malandro, acha que é malandro sozinho e por isso sai em cima da hora.
Não deu outra: ficamos mais de uma hora engarrafados na perimetral vendo só uns aviõevinhos passando ao longe, fazendo a curva, mas sem manobra nenhuma... tristes...
Depois de muito tempo, enfim conseguimos chegar até o centro e estacionar o carro. Aliás, como 99% das pessoas que resolveram ver o evento. Conclusão: o trânsito estava todo parado, impossível pegar táxi, ônibus ou van.
Lá fomos nós para a salvação: o metrô! Quando ainda estávamos descendo a escadaria, um homem aparece com uma criança no colo aos berros, revoltado: VOLTA, VOLTA, VOLTA! Tá tudo lotado! Não cabe mais ninguém! Vai gastar dinheiro à toa! VOLTAAAAAAA!
Bom, diante desse insistente pedido achamos conveniente desistir do metrô. Fomos andando.
Depois de muuuito, muuuuito, muuuuuuuuito andar, achamos um ponto legal para assistir. O show foi demais, as manobras eram surpreendentes e, sem dúvida, a paisagem ajudou muito.
Esses programas de índio que a gente decide fazer são engraçados porque vc sai de casa com a certeza de que vai dar tudo certo, mas acontecem milhões de coisas no caminho que, se não fizerem você desistir, vão tornar o programa ainda mais inesquecível. Afinal, alguma história você vai ter que contar para seus netos.
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