Após uma semana atribulada e três noites consecutivas que somadas davam oito horas de sono, fui para um almoço em família comemorar o aniversário da minha avó (VÓ, PARABÉNS! TE AMO!!!).
Acredito muito na teoria que nem sempre as famílias brigam, apenas quando estão juntas e isso sempre marcou algumas reuniões da minha...A maior parte das vezes a briga (melhor diria: desentendimento) era simplesmente burocrática, uma questão de local e data, isso sempre foi polêmico.
Enfim, nem sei porque estou comentando isso, pois o almoço foi ótimo, apagando qualquer problema anterior de marcação.
Bom, como ia ter jogo do Mengão, tinha que voltar rápido para casa para pegar meu namorado e irmos encontrar uns amigos em um bar. Na volta para a casa, durante a passagem pela ponte os efeitos de todas as noites mal dormidas por causa de festinhas somadas à repentina super alimentação no almoço (que, no caso, para mim correspondia a um café da manhã) começaram a se manifestar de uma forma forte, rápida e destruidora. Logo percebi que o reencontro com toda as bebidas dos dias anteriores e a comida do domingo era inevitável. Eu tinha que vomitar.
Parei na mesma hora o carro no acostamento da ponte para ter aquele momento todo especial meu comigo mesma mas não consegui privacidade. Em instantes materializou-se um caminhão daqueles de reboque vindo em minha direção. Não há dúvidas: pior do que passar mal com um amigo querendo segurar seu cabelo e te dando aquele ó-t-i-m-o apoio psicológico (aqueles do tipo "vai, joga para fora o que está te fazendo mal!", ou torcendo "vomita, vomita") é passar mal com um desconhecido te olhando com um olhar reprovador.
Não tinha muito jeito, eu estava mal e tinha que assumir as conseqüências. Minha pressão que já é baixa, caiu mais ainda. Fui levada em um reboque até o centro administrativo onde me deram água e sal. Não estava 100%, mas não aguentava mais ficar lá. Levantei e já estava saindo quando ouvi aquela frase: "mocinha, o pedágio".
Paguei o pedágio e fui embora ainda meio bleh, com muito sal embaixo da língua e uma vontade enorme de ter um teletransporte. Cheguei em casa já atrasada para o jogo e, por isso meu namorado foi embora para assisti-lo e, pior, o Flamengo ainda perdeu tristemente para o madito vasco. Murphy contra-ataca.
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