sábado, 8 de setembro de 2007

SOMOS QUEM PODEMOS SER

Ontem, enfim, consegui realizar um dos meus maiores desejos: ir ao show do Engenheiros do Hawaii. Tudo bem, sempre tem alguém que ri quando eu conto isso, mas que se dane. Vida de banda de rock geralmente dura pouco e não gosto de perder as oportunidades de ver os shows. Tem gente que só descobre que gosta de algo quando acaba, aí fica sofrendo a vida inteira...Eu vivo o agora.
Após esse momento reflexivo meu comigo mesma, vamos à história.
Comprei o ingresso pela internet, bem caro por sinal, pois a droga do Canecão só deixa vc pagar meia se for comprar lá na bilheteria e eu não tenho tempo para isso.
De início, fiquei um pouco tensa, pois vi que era um show onde só havia mesa (e cadeiras, óbvio). Ou seja: aquele clima bem old.
Cara, me senti muito, mas muito velha quando me dei conta disso. Um show de rock com geral sentado? Que deprê...
De qualquer forma, não iria perder esse show e imaginei, não sei pq, que era pegadinha. Que ia chegar lá e encontrar mta gente jovem (pelo menos de espírito) e animada que iria se rebelar e sair das cadeiras, pular, gritar, cantar.
Ledo engano. Incrível, as pessoas pareciam grudadas àquelas cadeiras. Eu sentia olhares repreensivos o tempo todo, pois eu sou muito, muito animada. E esperava por muito tempo por esse show.
Mal conseguia me controlar. Tá, eu confesso: não conseguia me controlar. Estava muito inquieta. Ao meu lado, uma mesa com a média de idade de uns 60 anos. Os demais ao meu redor ou eram casais apaixonados possivelmente relembrando a música do primeiro beijo, ou pessoas do fã-clube desde a época dos anos 80. Essas eram as pessoas animadas. Pena que a animação consistia em gritar "Gostoso" para o Humberto Gessinger. Sempre que vejo essas manifestações em shows me dá uma profunda impressão de que o rock está morrendo... Parece coisa que vc grita em show de banda da modinha, tipo Backstreet boys, sei lá.
Sim, o Humberto Gessinger é demais, mas a banda não se resume só a ele.
No palco, não poderia ser melhor. O som estava muito bom e o repertório, muito bem selecionado.
As versões acústicas ficaram com um tom leve, mas sem perder a pressão de algumas letras com momentos mais intensos, como geralmente são as do engenheiros.
Nossa, espero que voltem logo, já deixaram saudade.

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