sábado, 14 de julho de 2007

E TEM INÍCIO A MARATONA PANAMERICANA!!! SOBREVIVA QUEM PUDER!!!


Desde o início da divulgação do Pan eu sempre fui uma das pessoas mais animadas e ontem não podia ser diferente. Saí mais cedo do trabalho para assistir a cerimônia de abertura, que, aliás, teve um tempero carioquês inconfundível: metrô lotado, pessoas correndo na ladeira para o Maraca, bagunça na fila, informações obscuras, atraso, revolta com políticos e regras quebradas.

Aliás, acredito que o principal problema foi colocarem pessoas que não são do Rio para administrar a entrada do público. Não é uma declaração xenófaba não, mas é que só quem é carioca sabe lidar com carioca.

Explico: ao comprar o ingresso, ninguém foi informado sobre quaisquer regras para entrada no Maraca. Em contrapartida, quando todos já estavam nas filas, algumas pessoas gritavam o que não poderia entrar no estádio. Ora, nenhum carioca, em sã consciência, vai ao Maracanã de carro. Ainda mais em um dia onde as ruas estavam interditadas. Salvo os que têm estacionamento cativo e seguro. Então, o que fazer com as coisas que você tinha levado e não poderiam entrar? Zunir longe?

Pois é, esse foi meu problema. Tá, eu admito que eu seja nervosa e me descontrolo com facilidade. Mas é muito revoltante, depois de sair correndo, passar por toda uma aventura para entrar no estádio e na hora um policial mineiro (William, não vou esquecer esse nome!) se achando o bonzão dizer para você jogar fora seus bens. Eu tinha 3 canetas e uma lapiseira e por isso não queriam me deixar entrar. Entravam pessoas com isqueiros, mas caneta não podia.

Eu até disse que jogaria fora, mas queria um responsável competente para assinar uma declaração de que estavam me obrigando a me desfazer de minhas coisas, pois era um absurdo, já que ninguém tinha sido informado anteriormente sobre isso. Sim, eu nunca deixo a veia de advogada de fora. Quero sempre alguém assine uma declaração ou um documento para tentar impor minha vontade.

Claro que não tinha nenhum responsável, tampouco um competente. Atingi o descontrole. Às vezes me sinto meio que o Hulk, sabe? A transformação de uma menininha simpática e alegre em um monstro totalmente alucinado que corre de policiais (sim, eu tentei entrar com minhas canetas e me pegaram...), grita e ainda sofre ameaça de prisão por desacato. E pior, ainda debocha: "e estou desacatando a quem?". Eis que vem a resposta: "a um policial militar no exercício de sua profissão".

Não sei muito bem as regras de desacato, mas opiniões contraditórias acontecem. Não posso ser presa por isso. Pelo menos nunca fui.

Eu tenho uma teoria, detesto me irritar, mas a partir do momento em que alguém me irrita, eu tenho que irritá-lo de volta. O policial continuava esbravejando: "você acha que está falando com algum moleque?" E eu, no ápice da insanidade respondo: "Pois parece!".

Claro que depois disso todos os policiais ficaram me vigiando. Fiquei até tímida. Eia que meu namorado, a parte controlada do casal, teve a idéia de esconder minhas canetas do lado de fora do estádio para pegarmos depois. Assim foi feito.

Enquanto eu esperava a volta dele, vi o mesmo policial, William, liberar a entrada de uma mulher com uma caneta. A alma debochada e sem noção tomou conta de mim novamente e fui até ele perguntar se na academia de polícia ensinam que as leis valem só para alguns. Ele ficou irritadíssimo!!!! Ficou resmungando que eu era muito abusada...sim, sou abusada mesmo. Mas sou justa: a regra é uma só, seja para quem for.

Depois meu namorado chegou e enfim entramos. Na hora de sentar, nada mais carioca: ninguém respeitou os lugares marcados, mas não vi nenhuma confusão. Acho que já está no sangue isso, então todos se acomodaram bem.

O Maracanã estava lindo demais!!!!!!!!!!!!!! Nossa, a apresentação foi o máximo! Encantadora!

Mas tiveram uns momentos meio doidos. Por exemplo, o que foi a Elza Soares cantando o hino? Nunca a achei boa cantora, mas com certeza regrediu muito. E pior: ontem tive a certeza de a maior parte dos brasileiros só sabe a primeira parte do hino, pois é o que toca na Copa do Mundo. Logo que acabou a primeira parte, o Maraca aplaudiu, como se tivesse encerrado a música. E a Elza Soares começou sozinha, meio surpresa, a segunda parte do hino.

Agora, com certeza, nem a alegria da entrada da delegação brasileira foi melhor do que todas as vaias que o Lula levou todas as vezes em que seu nome foi pronunciado.

Sim, foi uma festa bem carioca. E, apesar de ter sido paga, não teve preço.

Nenhum comentário: