domingo, 15 de julho de 2007

Presidente se diz magoado e injustiçado e cogita não voltar ao Rio durante o Pan! VIVA ESSA ENERGIA!!!!

É pessoal, acho que o Lula entendeu o recado. Sim, melhor do que um maracanã lotado gritando "Mengo" é um Maracanã lotado vaiando o Lula.
Aos que acharam falta de respeito vaiar o presidente, lamento, mas ele não me representa. É como se fosse vaiar o Botafogo, o Fluminense ou o Vasco. Fácil, fácil. Além disso, ele não me respeita como administrador, eu não o respeito como administrada.
Aos que acham que não era a ocasião adequada, pergunto, qual seria esse momento? Quando o povo carioca teria a oportunidade de mostrar sua insatisfação cara a cara com o Exmo. Sr.?
Aos que acham que as vaias são apenas de uma elite e que se fosse no nordeste ele seria aclamado (sim, escutei isso de um grupo de Lulistas que estavam atrás de mim na cerimônia, querendo arrumar confusão), por favor, lembrem-se de que estamos em uma República Federativa: o governo tem que ser para todos. Nem só para uma classe, nem só para a outra.
E, sem dúvida, o que mais deixou as pessoas indignadas nesse governo patético não foi só a visão de beneficiar preponderantemente um setor econômico, mas sim o descaso, a omissão do presidente diante de tantas descobertas indecorosas de pessoas tão próximas politicamente e familiarmente.
O interessante é que as pessoas que aplaudem o Lula são as mesmas que vaiam os EUA. Ou seja: são aquelas que não conseguem resolver os problemas de seu próprio país e estão criticando a nação do outros. E aliás, diga-se de passagem, um país muito mais vitorioso e patriota que o nosso, que só sabe a primeira parte do hino porque é o que toca na Copa do Mundo.
Eu procuro sempre verificar meus defeitos antes de criticar os dos outros. Todos deveriam fazer o mesmo tanto na vida pessoal, quanto no âmbito político. Olhar no espelho pode doer um pouco no início, pois, em geral, revela um lado B que você quer esconder, mas pode ser transformador, em um segundo momento, se souber assumir a existência desse lado negro da força e ter energia suficiente para administrá-la , vencê-la e progredir. O país inteiro deveria parar diante de seu reflexo para constatar: o que eu posso fazer para melhorar?
Mas é muito mais fácil enaltecer os defeitos dos outros e tentar crescer em cima deles. Infelizmente é essa mentalidade que nos mantém como um país subdesenvolvido, de terceiro mundo e refém das decisões dos que países que criticamos como se fossem um mau exemplo. É o medo de se assustar com o que o espelho vai mostrar que faz que nosso país se esconda atrás de um presidente que nunca sabe de nada...aliás nada mesmo, nem o idioma pátrio.
Enfim, acho que esse foi um acontecimento a ser destacado em livros de história. Se já tivemos governos marcados por bomba no Riocentro, crime na Rua Toneleros, entre outros, temos um caracterizado por um estádio lotado repudiando o presidente com trasmissão ao vivo em rede nacional e internacional. Nunca, na história dos jogos panamericanos o presidente do país sede deixou de se pronunciar na abertura. Nunca, na história desse país, um presidente foi vaiado por um estádio com tanta gente. É, pode até não parecer, mas as pessoas que estavam lá deixaram a marca de sua insatisfação na história. Espero que ele tenha entendido o recado e que novos tempos surjam.
Para mim, o PAN já valeu!
VIVA ESSA ENERGIA!!!!!!

sábado, 14 de julho de 2007

E TEM INÍCIO A MARATONA PANAMERICANA!!! SOBREVIVA QUEM PUDER!!!


Desde o início da divulgação do Pan eu sempre fui uma das pessoas mais animadas e ontem não podia ser diferente. Saí mais cedo do trabalho para assistir a cerimônia de abertura, que, aliás, teve um tempero carioquês inconfundível: metrô lotado, pessoas correndo na ladeira para o Maraca, bagunça na fila, informações obscuras, atraso, revolta com políticos e regras quebradas.

Aliás, acredito que o principal problema foi colocarem pessoas que não são do Rio para administrar a entrada do público. Não é uma declaração xenófaba não, mas é que só quem é carioca sabe lidar com carioca.

Explico: ao comprar o ingresso, ninguém foi informado sobre quaisquer regras para entrada no Maraca. Em contrapartida, quando todos já estavam nas filas, algumas pessoas gritavam o que não poderia entrar no estádio. Ora, nenhum carioca, em sã consciência, vai ao Maracanã de carro. Ainda mais em um dia onde as ruas estavam interditadas. Salvo os que têm estacionamento cativo e seguro. Então, o que fazer com as coisas que você tinha levado e não poderiam entrar? Zunir longe?

Pois é, esse foi meu problema. Tá, eu admito que eu seja nervosa e me descontrolo com facilidade. Mas é muito revoltante, depois de sair correndo, passar por toda uma aventura para entrar no estádio e na hora um policial mineiro (William, não vou esquecer esse nome!) se achando o bonzão dizer para você jogar fora seus bens. Eu tinha 3 canetas e uma lapiseira e por isso não queriam me deixar entrar. Entravam pessoas com isqueiros, mas caneta não podia.

Eu até disse que jogaria fora, mas queria um responsável competente para assinar uma declaração de que estavam me obrigando a me desfazer de minhas coisas, pois era um absurdo, já que ninguém tinha sido informado anteriormente sobre isso. Sim, eu nunca deixo a veia de advogada de fora. Quero sempre alguém assine uma declaração ou um documento para tentar impor minha vontade.

Claro que não tinha nenhum responsável, tampouco um competente. Atingi o descontrole. Às vezes me sinto meio que o Hulk, sabe? A transformação de uma menininha simpática e alegre em um monstro totalmente alucinado que corre de policiais (sim, eu tentei entrar com minhas canetas e me pegaram...), grita e ainda sofre ameaça de prisão por desacato. E pior, ainda debocha: "e estou desacatando a quem?". Eis que vem a resposta: "a um policial militar no exercício de sua profissão".

Não sei muito bem as regras de desacato, mas opiniões contraditórias acontecem. Não posso ser presa por isso. Pelo menos nunca fui.

Eu tenho uma teoria, detesto me irritar, mas a partir do momento em que alguém me irrita, eu tenho que irritá-lo de volta. O policial continuava esbravejando: "você acha que está falando com algum moleque?" E eu, no ápice da insanidade respondo: "Pois parece!".

Claro que depois disso todos os policiais ficaram me vigiando. Fiquei até tímida. Eia que meu namorado, a parte controlada do casal, teve a idéia de esconder minhas canetas do lado de fora do estádio para pegarmos depois. Assim foi feito.

Enquanto eu esperava a volta dele, vi o mesmo policial, William, liberar a entrada de uma mulher com uma caneta. A alma debochada e sem noção tomou conta de mim novamente e fui até ele perguntar se na academia de polícia ensinam que as leis valem só para alguns. Ele ficou irritadíssimo!!!! Ficou resmungando que eu era muito abusada...sim, sou abusada mesmo. Mas sou justa: a regra é uma só, seja para quem for.

Depois meu namorado chegou e enfim entramos. Na hora de sentar, nada mais carioca: ninguém respeitou os lugares marcados, mas não vi nenhuma confusão. Acho que já está no sangue isso, então todos se acomodaram bem.

O Maracanã estava lindo demais!!!!!!!!!!!!!! Nossa, a apresentação foi o máximo! Encantadora!

Mas tiveram uns momentos meio doidos. Por exemplo, o que foi a Elza Soares cantando o hino? Nunca a achei boa cantora, mas com certeza regrediu muito. E pior: ontem tive a certeza de a maior parte dos brasileiros só sabe a primeira parte do hino, pois é o que toca na Copa do Mundo. Logo que acabou a primeira parte, o Maraca aplaudiu, como se tivesse encerrado a música. E a Elza Soares começou sozinha, meio surpresa, a segunda parte do hino.

Agora, com certeza, nem a alegria da entrada da delegação brasileira foi melhor do que todas as vaias que o Lula levou todas as vezes em que seu nome foi pronunciado.

Sim, foi uma festa bem carioca. E, apesar de ter sido paga, não teve preço.